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Elas falam do orgulho de ser mulher e bombeira

07/03/2018 - Nara Moura - Governo do Tocantins

“Ser bombeira militar para mim é motivo de muito orgulho. É uma profissão que nos desafia muito, pois estamos em um meio que é muito masculino e chegamos para trazer essa feminilidade e melhorar o ambiente”, essa é a declaração da subtenente Deusirene Souza Costa, de 42 anos.  Deusirene é uma das primeiras mulheres que conseguiram ingressar na carreira, no Estado, ainda em 2001, quando o Corpo de Bombeiros era apenas uma Companhia da Polícia Militar.

Lotada atualmente na Diretoria de Serviços Técnicos da corporação, em Palmas, Deusirene fala orgulhosa que a mulher bombeira também exerce todas as funções que o bombeiro militar homem no dia a dia. “Também somos profissionais. Realizamos o mesmo trabalho que eles. Nos cursos, temos as mesmas disciplinas e passamos pelo TAF [Teste de Aptidão Física] com os mesmos exercícios”.

Natural de Porto Nacional e prestes a se aposentar, a subtenente diz que ainda está tentando acostumar-se com a ideia. “A gente acostuma com essa correria. Somos profissionais, mães, esposas, filhas, amigas, tudo ao mesmo tempo. Fica um sentimento de saudade porque eu cresci trabalhando e tenho muito orgulho de ser bombeira, mas todos nós temos o nosso tempo”, afirmou a militar.

“Nós, mulheres, somos capazes de sermos profissionais e termos a nossa vida pessoal”, disse ainda a subtenente Deusirene, comentando que por ser a corporação um universo tão masculino não foi nada fácil no início. “Mas a gente vai observando, inserindo-se, aprendendo e rompendo todas as barreiras. Houve uma melhora significativa, mas é preciso muito mais. Essa melhora se deve ao nosso posicionamento e comportamento como mulher. Nós entramos no meio militar, mas não deixamos de ser mulher. Parabéns a todas as mulheres”, finalizou a subtenente.

A soldado Tayanna Curcino Ribeiro Olebar, de 29 anos, que ingressou no Corpo de Bombeiros no último certame, em 2016, disse ter superando as suas próprias expectativas em relação à profissão. “Eu tive que aprender a nadar, aprender a dirigir e esses desafios, essa adrenalina me estimula. Hoje, eu me sinto realizada profissionalmente e feliz”, disse Tayanna.

Natural de Dianópolis, no sudeste do Estado, a soldado falou que foi criticada pelas pessoas por sua escolha. “As pessoas dizem ‘aah, você saiu de um serviço que ficava no ar-condicionado pra apagar fogo’ - porque faço parte da Força Tarefa que apaga fogo, mas fico muito feliz apagando fogo”, disse.

Enfermeira por formação, soldado Tayanna Olebar diz que indica a profissão para outras mulheres: “Tem mulheres que passam por mim e me vêem fardada e dizem que acham lindo mulher bombeira, mas dizem que não conseguiriam. Aí, eu respondo que conseguem sim, porque eu consegui e qualquer uma consegue. Basta querer”, avaliou.

“Como mulher, precisamos impor respeito. Que nós, mulheres bombeiras continuemos a ter orgulho da nossa profissão, pois fazemos a diferença, onde quer que nós estejamos. O nosso espaço, somos nós quem conquistamos. Todas as mulheres merecem  respeito”, finalizou a militar.

Bombeiras

Atualmente, trabalham no Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) 70 mulheres, sendo 57 militares e 13 civis, distribuídas em suas oito unidades operacionais: Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional, Araguaína, Araguatins, Gurupi, Colinas e Dianópolis.